Correção Monetária
Atualize um valor por um índice oficial do Banco Central e some juros de mora, com a memória de cálculo mês a mês.
Índices que usamos · quando usar cada um
Correção geral — índice oficial de inflação.
Reajuste de salários e benefícios (rendas menores).
Reajuste de aluguéis e muitos contratos.
Correção de imóvel na planta (custo da construção).
Saldo de financiamento imobiliário e FGTS.
Débitos judiciais e tributários — já embute juros.
Referência de investimentos e juros.
Débitos contra a Fazenda Pública e precatórios (Lei 11.960).
O percentual é a variação acumulada nos últimos 12 meses.
Para que serve
O dinheiro muda de valor ao longo do tempo. R$ 1.000 em 2018 não compram hoje as mesmas coisas que compravam naquela época. Isso acontece por causa da inflação.
Esta calculadora atualiza valores do passado para o presente — ou para qualquer data escolhida — utilizando os índices oficiais de correção monetária adotados no Brasil.
Além da correção monetária, você também pode incluir juros de mora, quando eles forem aplicáveis.
Ao final, a calculadora gera a memória de cálculo completa, mostrando mês a mês:
- o índice aplicado;
- a correção acumulada;
- os juros incidentes;
- o valor atualizado em cada período.
Isso facilita a conferência do cálculo e a utilização em processos judiciais, acordos, contratos e cobranças.
Correção monetária e juros de mora: qual a diferença?
Embora muitas pessoas tratem os dois como a mesma coisa, eles têm funções diferentes.
Correção monetária
A correção monetária serve apenas para preservar o valor do dinheiro ao longo do tempo.
Ela recompõe a perda causada pela inflação, fazendo com que um valor antigo tenha hoje o mesmo poder de compra que possuía na data original.
Na prática, a correção monetária não representa ganho nem lucro: ela apenas evita que a inflação reduza o valor da dívida ou do crédito.
Juros de mora
Os juros de mora são uma penalidade pelo atraso no pagamento de uma obrigação.
Eles começam a contar a partir da data em que o pagamento deveria ter sido feito e não foi. Exemplos comuns:
- um aluguel pago em atraso;
- uma condenação judicial não paga no prazo;
- uma verba trabalhista atrasada;
- uma indenização devida e ainda não quitada.
Na maioria dos casos, primeiro é aplicada a correção monetária e depois os juros de mora.
Algumas taxas, como a Selic, já incluem juros e correção no mesmo índice. Nesses casos, normalmente não se acrescentam juros separados.
Quem usa esta calculadora
- Advogados — liquidação de sentença, cumprimento de sentença, atualização de débitos judiciais, cálculos trabalhistas, indenizações, execuções e acordos judiciais.
- Contadores — débitos tributários, multas, parcelamentos, atualizações financeiras e fiscais.
- Empresas — cobrança de inadimplentes, reajuste de contratos, atualização de aluguéis, recuperação de créditos.
- Pessoas físicas — conferir cobranças, revisar acordos, atualizar pensões, calcular partilhas, verificar valores em processos judiciais ou negociações.
Qual índice devo usar?
A regra mais importante é simples: utilize sempre o índice previsto no contrato, na lei ou na decisão judicial.
Não escolha o índice apenas porque ele produz um valor maior ou menor. Se houver dúvida, consulte o documento que originou a obrigação ou a decisão judicial aplicável.
IPCA
É o índice oficial de inflação do país e o mais utilizado para medir a perda do poder de compra do dinheiro. Normalmente é usado para atualização geral de valores, indenizações, contratos sem índice específico e revisões financeiras em geral.
INPC
Semelhante ao IPCA, mas voltado às famílias de menor renda. É frequentemente utilizado em salários, benefícios previdenciários, verbas trabalhistas e reajustes previstos em legislação trabalhista e previdenciária.
IGP-M
Tradicionalmente utilizado em contratos privados: aluguel, contratos comerciais e reajustes contratuais antigos. Como considera preços no atacado e variações cambiais, costuma oscilar mais do que o IPCA.
INCC
É o índice ligado ao custo da construção civil. Normalmente aparece em imóveis na planta, contratos de incorporação imobiliária e parcelas durante a fase de construção.
TR (Taxa Referencial)
Atualmente possui variações pequenas, mas ainda é utilizada em financiamentos imobiliários, saldo do FGTS e alguns contratos bancários antigos.
Selic
É a taxa básica de juros da economia brasileira. Costuma ser utilizada em débitos tributários, restituições tributárias, alguns débitos judiciais e valores determinados por lei ou decisão judicial. A Selic já inclui correção monetária e juros, motivo pelo qual normalmente não se aplicam juros adicionais sobre ela.
CDI
É a principal referência do mercado financeiro para investimentos e operações bancárias. Normalmente é usado para rentabilidade de investimentos, aplicações financeiras e contratos empresariais e financeiros.
Poupança
É utilizada principalmente quando a legislação determina sua aplicação — débitos da Fazenda Pública, precatórios e algumas condenações contra entes públicos.
Como interpretar os resultados
Por que a Selic costuma gerar valores muito maiores?
Porque a Selic não mede apenas inflação. Ela já incorpora a inflação do período e os juros reais da economia. Por isso, um cálculo pela Selic normalmente resulta em um valor final maior do que um cálculo pelo IPCA ou pelo IGP-M.
IPCA e IGP-M podem dar resultados muito diferentes?
Sim. O IPCA mede a inflação ao consumidor e costuma ser mais estável. O IGP-M também considera preços no atacado e variações cambiais, podendo subir muito rapidamente ou até ficar negativo em alguns períodos — por isso alguns contratos de aluguel tiveram reajustes muito elevados em determinados anos.
Regra de ouro
A calculadora existe para calcular corretamente o valor devido — e não para escolher o índice mais vantajoso. Se houver contrato, lei ou decisão judicial definindo o índice, é esse índice que deve ser utilizado.