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Observatório de Contas Públicas

São Paulo/SP

Radar de transparência da prefeitura montado a partir de dados públicos oficiais. Cada sinal é um alerta, não uma acusação. A leitura e o julgamento são seus.

Sinais de alerta

525

5 alta 61 média 459 baixa

Ver os sinais
Fornecedores

4.295

O maior concentra 7,4% de todo o valor contratado.

Sustentare Saneamento S/A

Pelo que a prefeitura pagou (2025–2026), o maior credor com CNPJ é Sao Paulo Transporte SA, com 13,4% do pago a credores com CNPJ.

11 contratos ficam fora das somas: o valor que a fonte publicou não é confirmado pelos dados da própria prefeitura. A página não soma esses valores; cada um está na aba Fornecedores, com o motivo.

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Quanto entra × quanto sai

  • 2025

    entrou R$ 112,3 bilhões· pagou R$ 105,9 bilhões (94,3%)· empenhou R$ 112,3 bilhões· sobrou R$ 6,4 bilhões· em caixa (em 31/12) R$ 23,1 bilhões

A régua de cada barra é o que entrou no ano: a parte vermelha foi paga e a ponta verde é o que sobrou do que entrou. Pagou é a despesa paga no ano; o que foi empenhado (comprometido) e ainda não pago fica de fora, por isso o empenhou aparece ao lado. Os valores são do município como um todo: prefeitura, autarquias, Câmara e previdência própria, quando o balanço os declara juntos. Em caixa é o saldo bancário de 31/12 de todas essas unidades e inclui dinheiro vinculado (FUNDEB, SUS, convênios): não é a soma das sobras. Se o município pagou mais do que entrou (déficit), a barra fica toda num vermelho mais escuro e o valor ao lado passa de 100%.

De onde veio o dinheiro em 2025

  • Vem de Brasília (União)R$ 5 bilhões
  • Vem do Estado (SP)R$ 15,5 bilhões
  • Impostos da própria cidade (IPTU, ISS…)R$ 68,3 bilhões
  • FUNDEB e outros fundos públicosR$ 8,1 bilhões
  • Previdência dos servidores (contribuições e aplicações)R$ 3,9 bilhões
  • Serviços prestados pela prefeituraR$ 177,3 milhões
  • Demais receitasR$ 15,3 bilhões

Serviços prestados pela prefeitura são o que ela e seus órgãos recebem como pagamento por serviços que prestam; não é imposto. Água e esgoto não entram aqui: nesta cidade, não são serviço da prefeitura.

“Vem do Estado” é tudo o que o Estado transferiu no ano, pelo balanço: inclui os repasses obrigatórios de ICMS, IPVA e IPI da aba Recursos do Estado e também convênios, repasses da saúde e outras transferências. Por isso é maior do que a soma daquela aba.

As fatias somam R$ 116,2 bilhões (receita bruta). Descontadas as deduções legais (R$ 3,9 bilhões, como a parcela retida para o FUNDEB), entrou de fato R$ 112,3 bilhões, que é o número da barra acima.

De cada R$ 100 que entram, cerca de R$ 4 vêm de Brasília e R$ 59 de impostos pagos na própria cidade. Fonte: balanço anual declarado ao Tesouro Nacional (Siconfi).

Para onde foi o dinheiro em 2025

Fatias da despesa paga no ano pelo município como um todo (prefeitura, autarquias, Câmara e previdência própria, quando o balanço os declara juntos).

  • EducaçãoR$ 23,5 bilhões (22,2%)
  • SaúdeR$ 23,3 bilhões (22%)
  • Previdência Social (aposentadorias dos servidores)R$ 15,4 bilhões (14,5%)
  • TransporteR$ 11,5 bilhões (10,9%)
  • UrbanismoR$ 8,5 bilhões (8,1%)
  • Encargos Especiais (dívida, precatórios e transferências, sem serviço direto à população)R$ 5,3 bilhões (5%)

As outras 18 áreas (Habitação, Administração, Assistência Social…) somam R$ 18,2 bilhões. De cada R$ 100 gastos, R$ 22 vão para Educação.

Regras que a prefeitura tem de cumprir

Três números que a própria prefeitura informa ao Tesouro Nacional e que a lei manda respeitar. É o número declarado; quem confere o cálculo é o Tribunal de Contas, ao julgar as contas do ano. Cada regra tem a sua base de cálculo, então os três percentuais não se comparam entre si.

Saúde

A Constituição manda a prefeitura aplicar em saúde pelo menos 15% do que arrecada com impostos, contando os impostos que recebe da União e do Estado.

Em 2025, São Paulo aplicou 23,85%.

Fonte: RREO, Anexo 14, declarado pela prefeitura ao Tesouro Nacional. Consultar no Siconfi

Educação

A Constituição manda a prefeitura aplicar pelo menos 25% da receita de impostos na manutenção e no desenvolvimento do ensino (escola, professor, material, transporte escolar).

Em 2025, São Paulo aplicou 25,17%.

Fonte: RREO, Anexo 14, declarado pela prefeitura ao Tesouro Nacional. Consultar no Siconfi

Despesa com pessoal

A Lei de Responsabilidade Fiscal limita a despesa com pessoal da prefeitura (salários, encargos e aposentadorias) a 54% da receita corrente líquida (o que a prefeitura arrecada no ano para as despesas do dia a dia, como impostos e transferências da União e do Estado, descontadas as deduções que a lei manda tirar, como a contribuição dos servidores para a própria previdência). Antes disso há dois avisos: o limite de alerta (48,6%) e o prudencial (51,3%), que já proíbe, por exemplo, criar cargo ou dar aumento fora da revisão geral anual.

Em 2025, a despesa com pessoal da Prefeitura de São Paulo foi 26,82% da receita corrente líquida.

Fonte: RGF, Anexo 1, declarado pela prefeitura ao Tesouro Nacional. Consultar no Siconfi

atualizado em 07 de outubro de 2026