Radar de transparência da prefeitura montado a partir de dados públicos oficiais. Cada sinal é um alerta, não acusações. A leitura e o julgamento são seus.
Metodologia
Como esta página é feita — e como conferir tudo
Transparência só vale se você puder checar. Aqui está, aberto, de onde vem cada dado e como cada sinal é calculado.
O que é esta página, e o que não é
É um radar: reunimos os documentos públicos oficiais sobre o dinheiro da Prefeitura de Belo Horizonte e aplicamos regras automáticas que apontam pontos que merecem conferência. Cada ponto vem com o link para o documento que o originou.
Não é uma denúncia e não é uma auditoria oficial. Um sinal não prova irregularidade — quase todos têm explicações legítimas. Quem investiga e julga são os órgãos de controle (Câmara, Ministério Público, Tribunal de Contas) e, no fim, o cidadão. A página não substitui nenhum deles: só coloca a informação na mesa, organizada.
De onde vêm os dados
Só documento oficial — nada vem de denúncia, rede social ou fonte anônima. Cada fonte abaixo pode ser consultada por qualquer pessoa, nos links.
PNCP (contratos)
O que é
o Portal Nacional de Contratações Públicas, onde toda prefeitura é obrigada por lei a publicar seus contratos.
O que usamos
os contratos, valores, datas, o órgão e o fornecedor de cada compra.
Período
os municípios publicam no PNCP desde 2023; a página cobre a janela real de cada mandato (mostrada no topo).
Limitações
só enxerga contrato publicado, e traz o vencedor — não os concorrentes ou o resultado da licitação.
o cadastro oficial das empresas do país (o CNPJ). Extraímos os dados pela base aberta minhareceita.org (um espelho da Receita) e você confere qualquer CNPJ na consulta oficial da Receita Federal.
O que usamos
quando cada fornecedor foi aberto, quem são os sócios, o endereço e o telefone.
Período
cadastro sempre atual; usamos o dossiê de quem contratou no mandato.
Limitações
são dados cadastrais declarados; não incluem o histórico completo de cada empresa.
o portal de dados abertos da própria prefeitura, com a execução da despesa (o dinheiro que de fato saiu do caixa), diferente do contrato do PNCP.
O que usamos
quanto a prefeitura PAGOU a cada credor (com o CNPJ), do empenho ao pagamento — inclusive pagamentos sem contrato no PNCP (convênios de saúde, consórcios, credenciamentos).
Período
a execução da despesa dentro da janela de cada mandato.
Limitações
credor pessoa física (servidor: folha, diárias) é agregado e nunca individualizado, por proteção de dados pessoais (LGPD); um pagamento sem contrato no PNCP não é irregular por si — a página só o torna visível.
IBGE / Banco Central (IPCA — correção pela inflação)
O que é
o IPCA é o índice oficial de inflação do Brasil, calculado pelo IBGE; usamos a série mensal publicada pelo Banco Central (SGS, série 433).
O que usamos
o índice mês a mês, para o botão “corrigir pela inflação”: os valores de cada ano são levados da média daquele ano para reais de hoje (o mês mais recente publicado) — só assim anos diferentes podem ser comparados de verdade.
Período
série mensal, sempre até o último mês publicado pelo IBGE.
Limitações
é a inflação média do país — não captura variações de preço da sua cidade; a correção serve para comparar anos, não para auditar centavos.
São regras objetivas, aplicadas igualmente a todos os fornecedores — ninguém escolhe a dedo quem aparece. Não emitimos opinião: cada regra aponta a lei que a fundamenta e mostra que o dado bate com aquele padrão — a lei diz uma coisa, e isto está acontecendo. Os limiares são exatamente os que o programa usa; com eles, qualquer pessoa pode refazer a conta.
Fornecedor ligado a doador de campanha
fonte: TSE + Receita Federal
Cruzamos os doadores de campanha da cidade com os donos das empresas contratadas: quando um sócio (ou a própria empresa) doou e depois a empresa recebeu contrato, o vínculo é sinalizado.
Severidade: Alta somente quando a PRÓPRIA empresa doou (conduta vedada desde 2015). Quando o vínculo vem de um sócio — casado por CPF ou por nome — a severidade é no máximo média: o quadro societário é o de hoje e o cruzamento pode pegar homônimo ou sócio que entrou depois da doação.
Base legal: Empresas estão proibidas de doar para campanha desde 2015 (Lei 13.165/2015 e decisão do STF na ADI 4.650). Favorecer quem financiou a eleição fere os princípios de impessoalidade e moralidade (Constituição, art. 37) e pode configurar improbidade administrativa (Lei 8.429/1992).
Fornecedor com sanção da CGU (CEIS/CNEP)
fonte: CGU (CEIS/CNEP)
Cruzamos os fornecedores (pelo CNPJ) e seus sócios (pelos 6 dígitos do meio do CPF, o formato público das listas) com o cadastro nacional de punidos da CGU.
Severidade: Combina a GRAVIDADE da punição com a CONFIANÇA do cruzamento. Gravidade: inidoneidade vigente (barra em todo o país) é a mais grave; impedimento/suspensão vigente costuma valer só no órgão que puniu; sanção expirada é histórico. Confiança: o CNPJ da própria empresa — ou um sócio cujo NOME também bate — é cruzamento firme; um sócio que bate só pelos 6 dígitos do CPF é provável mas incerto (pode ser homônimo) e, por isso, nunca sobe para severidade alta.
Base legal: Inidoneidade: Lei 14.133/2021, art. 156, IV. Impedimento/suspensão: art. 156, III, e Lei 8.666/1993, art. 87, III.
Possível fracionamento
fonte: PNCP
Mesmo fornecedor e mesma unidade, vários contratos abaixo do teto que dispensa licitação e que, somados numa janela curta, ultrapassam esse teto. Matriz e filial contam como a MESMA empresa: o que agrupa é a raiz do CNPJ (os 8 primeiros dígitos), senão bastaria dividir a compra entre duas inscrições para o sinal não nascer.
Contratos no bloco (mínimo)
3
Janela de tempo
90 dias
Teto de dispensa (compras e serviços)
R$ 59.906,02
Severidade: Sempre alta.
Base legal: Fracionar a compra para dispensar licitação é vedado pela Lei 14.133/2021, art. 75, §1º.
Valor logo abaixo do teto de dispensa
fonte: PNCP
Contrato com valor “na tampa”: dentro da faixa imediatamente abaixo de um dos limites que dispensam licitação. A contagem por fornecedor soma as inscrições da MESMA empresa (raiz do CNPJ).
Severidade: Alta com 3 ou mais contratos do mesmo fornecedor na faixa; média com 2; baixa com 1.
Base legal: Tetos de dispensa da Lei 14.133/2021, art. 75 (I: obras e engenharia; II: compras e serviços).
Empresa recém-aberta
fonte: PNCP + Receita Federal
Empresa aberta pouco antes de assinar seu primeiro contrato com a prefeitura.
Janela máxima entre abertura e 1º contrato
180 dias
Vira alta se aberta há no máximo
90 dias
Severidade: Alta se a empresa foi aberta até 90 dias antes do primeiro contrato; média entre 91 e 180 dias.
Base legal: A Lei 14.133/2021 exige que o contratado comprove qualificação técnica e econômico-financeira (arts. 62 a 69). Empresa aberta às vésperas do contrato pode não ter o histórico que a lei manda comprovar.
Concentração de fornecedor
fonte: PNCP
Um único fornecedor concentra uma fatia relevante de todo o dinheiro contratado no período. Matriz e filial contam como a MESMA empresa: o que agrupa é a raiz do CNPJ (os 8 primeiros dígitos), senão bastaria dividir a compra entre duas inscrições para o sinal não nascer.
Fatia mínima do gasto para sinalizar
3%
Vira alta a partir de
15%
Vira média a partir de
7%
Severidade: Alta com 15% ou mais do gasto; média com 7% ou mais; baixa com 3% ou mais.
Base legal: A licitação existe para garantir competição e tratamento igual entre concorrentes (Lei 14.133/2021, art. 5º). Um só fornecedor concentrando muito pode indicar disputa pouco efetiva.
Fornecedores com sócio em comum
fonte: Receita Federal
Empresas fornecedoras diferentes que dividem o mesmo sócio.
Fornecedores distintos (mínimo)
2
Vira alta com
3
Severidade: Alta com 3 ou mais empresas ligadas; média com 2.
Base legal: Empresas ligadas entre si que se apresentam como concorrentes frustram o caráter competitivo da licitação (Lei 14.133/2021, art. 5º) — conduta que pode configurar fraude à licitação (Código Penal, art. 337-F) ou cartel (Lei 12.529/2011).
Fornecedores no mesmo endereço
fonte: Receita Federal
Empresas fornecedoras diferentes registradas no mesmo endereço.
Fornecedores distintos (mínimo)
2
Vira alta com
3
Severidade: Alta com 3 ou mais empresas no mesmo endereço; média com 2.
Base legal: Empresas ligadas entre si que se apresentam como concorrentes frustram o caráter competitivo da licitação (Lei 14.133/2021, art. 5º) — conduta que pode configurar fraude à licitação (Código Penal, art. 337-F) ou cartel (Lei 12.529/2011).
Fornecedores com o mesmo telefone
fonte: Receita Federal
Empresas fornecedoras diferentes que declaram o mesmo telefone.
Fornecedores distintos (mínimo)
2
Vira alta com
3
Severidade: Alta com 3 ou mais empresas no mesmo telefone; média com 2.
Base legal: Empresas ligadas entre si que se apresentam como concorrentes frustram o caráter competitivo da licitação (Lei 14.133/2021, art. 5º) — conduta que pode configurar fraude à licitação (Código Penal, art. 337-F) ou cartel (Lei 12.529/2011).
Valor publicado fora de escala
fonte: PNCP + Siconfi + despesa executada da prefeitura
Contrato cujo valor publicado é impossível por uma de quatro réguas independentes: (1) supera a receita de um ANO inteiro da própria prefeitura (o balanço anual do Siconfi); (2) não bate com o próprio registro — o total é muitas vezes maior que o valor da parcela multiplicado pelo número de parcelas, com dígitos a mais; (3) o contrato já terminou e a prefeitura declara, no seu próprio sistema de pagamentos, ter pago ao fornecedor uma fração mínima do que o contrato diz valer; ou (4) dividido pelos dias de vigência que ele mesmo declara, o contrato sozinho comprometeria mais do que a prefeitura inteira paga num dia. É quase sempre erro de preenchimento no registro — já encontramos um CNPJ colado no campo de valor. Para o erro não engolir os números da página, o contrato sai das somas e vira este sinal, com o documento oficial para conferência.
Severidade: Média — o objetivo é a correção: ou o valor está errado na fonte e o órgão deve retificar, ou existe um contrato de escala absurda; os dois casos merecem conferência.
Base legal: A divulgação no PNCP é condição de eficácia do contrato (Lei 14.133/2021, art. 94) e o registro publicado deve refletir fielmente o que foi contratado (princípio da transparência, art. 5º). Valor publicado errado compromete o controle social e pede retificação pelo órgão.
Valor do contrato não confirmado pelo que foi pago
fonte: PNCP + despesa executada da prefeitura
Contrato que já TERMINOU e cujo valor no PNCP é muitas vezes maior do que tudo o que a prefeitura declara ter pago àquele fornecedor, somando todos os anos. Diferente do sinal anterior, aqui a diferença não é grande o bastante para provar erro: pode ser valor publicado errado OU contrato assinado e quase não executado. O painel mostra os dois números oficiais lado a lado e NÃO escolhe entre as duas explicações — por isso o contrato continua somado nos totais da página.
Severidade: Média — é uma pergunta ao órgão, não uma acusação.
Base legal: O registro publicado deve refletir o que foi contratado (Lei 14.133/2021, art. 5º e art. 94) e a execução do contrato deve ser acompanhada e documentada (arts. 117 e 137). Diferença grande entre contratado e pago pede explicação em qualquer das duas hipóteses.
Contrato de valor alto com pessoa física
fonte: PNCP
Contrato de valor alto firmado com uma pessoa física (CPF) em vez de uma empresa.
Valor mínimo para sinalizar
R$ 30.000,00
Vira média a partir de
R$ 100.000,00
Severidade: Média se houver contrato de R$ 100 mil ou mais; baixa nos demais.
Base legal: A lei exige habilitação e qualificação do contratado, seja empresa ou pessoa física (Lei 14.133/2021, arts. 62 a 70). Valor alto no CPF é incomum e pede conferir se a qualificação exigida foi cumprida.
Convenente que também é fornecedor
fonte: Dados Abertos MG (CGE) + PNCP
Uma entidade privada que recebeu convênio do Estado é também fornecedora da prefeitura — dinheiro público entrando por duas portas no mesmo CNPJ.
Severidade: Média.
Base legal: Receber recurso público por dois canais (convênio do Estado e contrato do município) no mesmo CNPJ toca os princípios de impessoalidade e moralidade (Constituição, art. 37); convênios com entidades privadas seguem a Lei 13.019/2014.
Convenente com sanção da CGU
fonte: Dados Abertos MG (CGE) + CGU
Uma entidade que recebeu convênio do Estado aparece na lista de punidos da CGU.
Severidade: Alta se inclui declaração de inidoneidade; média nos demais casos.
Base legal: Inidoneidade: Lei 14.133/2021, art. 156, IV.
Obra com aditivo elevado
fonte: Dados Abertos MG (DER)
Obra rodoviária do Estado cujos aditivos (aumentos após a assinatura) somam fatia elevada do valor inicial.
Vira atenção a partir de
15%
Vira alta a partir de (teto legal)
25%
Severidade: Alta se o aditivo é de 25% ou mais (acima do teto legal); média se é de 15% ou mais.
Base legal: A Lei 14.133/2021, art. 125, limita os aditivos a 25% do valor (50% para reforma).
Empreiteira de obra com sanção da CGU
fonte: Dados Abertos MG (DER) + CGU
A empreiteira de uma obra rodoviária do Estado na região aparece na lista de punidos da CGU.
Severidade: Alta se inclui declaração de inidoneidade; média nos demais casos.
Base legal: Inidoneidade: Lei 14.133/2021, art. 156, IV.
O que significam os níveis
Alta
O padrão encontrado é forte. Comece a conferir por aqui.
Média
Merece conferência, mas costuma ter mais explicações legítimas possíveis.
Baixa
Contexto ou histórico. Fica registrado para quem quiser se aprofundar.
Um sinal de severidade alta concentra a atenção; ele não condena. Aceitamos de propósito algum falso-positivo: é preferível apontar um caso a mais para conferência do que deixar um de fora.
Cuidados ao ler
Valores sem correção de inflação.Os valores são nominais (em reais de cada ano, sem corrigir pela inflação). Comparar anos distantes exige lembrar que R$ 1 de 2025 não vale o mesmo de hoje. No quadro “Quanto entra × quanto sai”, o botão “corrigir pela inflação” leva os valores de cada ano para reais de julho de 2026, pelo IPCA.
Sócios e cadastro são a foto de hoje.Sócios, endereço e telefone das empresas vêm do cadastro ATUAL na Receita Federal — podem ter mudado desde o contrato ou a doação. Um sinal de “sócio em comum” é o quadro de agora.
Sanções valem para a data desta página.Os sinais de sanção refletem a situação em 24 de agosto de 2026 (data desta página). Uma sanção pode ter sido suspensa por decisão judicial ou expirado depois — confira sempre na fonte.
Cruzamento por CPF pode pegar homônimo.Os cruzamentos com sócios usam os 6 dígitos do meio do CPF (o formato público das listas). Por isso podem apontar outra pessoa de mesmo número — o texto do sinal avisa, e o nome deve ser conferido na fonte.
Erro da fonte é da fonte.Reproduzimos o documento oficial como ele está. Um erro de digitação na origem é da origem — e é justamente o tipo de coisa que um sinal ajuda a encontrar, não algo que a gente inventou.
Por gestão (mandato)
Você está vendo a gestão de Fuad Noman (PSD, 2025–2028). No seletor de gestões, no topo da página, você troca para Alexandre Kalil (2021–2024) e compara.
Todo dado — contratos, sinais, convênios e finanças — é recortado pelo período da gestão escolhida: nunca atribuímos o dado de uma gestão ao prefeito de outra. Nesta gestão, os contratos disponíveis na fonte cobrem 2025–2026.
Como conferir, contestar e corrigir
1Abra o sinal na aba “Sinais de alerta” e clique em “documento oficial” — você cai direto na fonte que o originou.
2Compare com o que a fonte diz. Se tudo bate e há explicação, ótimo: o sinal cumpriu o papel de fazer você conferir.
3Se a dúvida continuar, leve o documento a quem pode investigar — os canais abaixo recebem manifestação de qualquer cidadão.
Se um dado aqui estiver errado, use o botão Sugestão no topo da página. Todo apontamento é conferido; se o erro for nosso, corrigimos na próxima atualização e registramos a correção. A meta é ser Belo Horizonte inteira olhando junto.
Atualização dos dados
Toda segunda-feira, automaticamente, o sistema recoleta as fontes e republica o retrato (snapshot) desta página — sem depender de ninguém apertar botão; a página passa a exibir o retrato novo em até uma hora. A data do retrato que você está lendo aparece no rodapé — os documentos citados podem ter mudado na fonte depois dela.
Este observatório foi desenhado para não depender de uma pessoa: a coleta, os cruzamentos e a publicação são automáticos de ponta a ponta e continuam rodando — e atualizando esta página — mesmo que ninguém da equipe opere o sistema. Se uma etapa falhar, um alerta automático acusa a falha. Você mesmo confere: a data do retrato, no rodapé, mostra a idade da informação que está lendo.
Antes de publicar um retrato novo, o sistema confere o retrato contra si mesmo: nenhum CPF de pessoa física pode sair, todo total tem de ser reproduzível somando os itens que a própria página lista, e nenhum contrato pode estar datado no futuro. Se qualquer uma dessas três falhar, o retrato novo NÃO vai ao ar — o anterior continua sendo exibido e um alerta é disparado para a equipe. É uma verificação automática, feita a cada publicação: não depende de alguém lembrar de auditar.
As doações do TSE são declaradas por eleição e não mudam depois de prestadas as contas.
Fontes: PNCP (contratos) · Receita Federal (fornecedores) · TSE (doações de campanha) · CGU (sanções CEIS/CNEP) · Dados Abertos MG / CGE (convênios + repasses estaduais) · Dados Abertos MG / DER (obras rodoviárias) · Siconfi / Tesouro Nacional (balanço anual: receitas e despesas) · Dados Abertos da Prefeitura (despesa executada) · IBGE / Banco Central (IPCA — correção pela inflação) · snapshot gerado em 24 de agosto de 2026.
atualizado em 24 de agosto de 2026
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